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A nova introspecção de Jorge Molder
A auto-representação volta estar no centro da obra de Jorge Molder. O artista que foi Grande Prémio Fundação EDP/Arte 2010, estreou ontem a sua mais recente obra, na sala Cinzeiro 8 do Museu da Electricidade. Nesta ocasião, foi também lançado o catálogo comum às duas exposições de Jorge Molder - “Rei Capitão Soldado Ladrão” e “A Escala de Mohs”
Na simples cerimónia, esteve Alberto Ruíz Samaniego, professor da faculdade de Vigo e especialista nas obras de Mohs. O professor teceu rasgados elogios não só à obra do artista, mas a todo o processo que o levar a fotografar.
“Molder para mim é um artista alter-ego”, afirmou Samaniego. “É um questionamento eterno do que é estar presente, o que é estar presente no Mundo”. Samaniego tem vindo a estudar as obras de Mohs ao longo dos anos.
Pegando nas palavras de Shakespeare sobre Fernando Pessoa - “um ser que se vê nas suas personagens” -, Samaniego disse que a frase se poderia enquadrar perfeitamente na obra de Mohs.
Sobre “A Escala de Mohs”, o professor afirmou que se trata de “um teatro cruel, que conduz da solidão, da culpa”.
Quando todos esperavam uma declaração por parte de Molder, este apenas disse, por entre microfones desligados e pequenos risos da audiência: “é tudo verdade o que ele disse”.
Na apresentação esteve também presente o Presidente da Fundação EDP, António de Almeida Rosão. A exposição é comissariada por João Pinharanda, que também fez questão de estar entre o público desta apresentação.
Depois de ter sido exibida em Paris, “A Escala de Mohs” é finalmente mostrada em Portugal. Pode ser vista até 23 de Março no Museu da Eletricidade. A exposição, que complementa a anterior e vice-versa, 'Rei. Capitão. Soldado. Ladrão' pode ser vista até 23 de Fevereiro no MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea. |
João Martins
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